BIM e Gestão de Riscos na Indústria da Construção

Atualizado: 8 de jun.


Créditos: Acervo BFB

No dia 31 de maio, o BIM Fórum Brasil promoveu um evento conjunto com sua associada SoftwareONE | MTWO, abordando o BIM no contexto da gestão de riscos, como uma fonte de informações confiáveis e, ao mesmo tempo, um agente de integração da gestão de riscos com as demais áreas do gerenciamento. Os especialistas convidados foram: Ana Carolina Cayres, Líder Técnica da SoftwareONE | MTWO; Bruna Rangel e Kevin Quintian, Consultores de Construção da SoftwareONE | MTWO; Stefania Correa, Gerente de Infraestrutura e Projetos de Capital – Produto BIM da Alvarez & Marsal e Eduardo Toledo, Membro do Conselho Consultivo do BFB.


Stefania Correa fez uma apresentação sobre os Riscos na Construção, trazendo um panorama sobre a percepção dos usuários e a capacidade do BIM de não só mitigar mas também evitar alguns dos riscos inerentes aos projetos e organizações da Indústria da Construção. “A Gestão de Riscos na Construção ainda é bastante tradicional, o acompanhamento dos riscos é feito individual, um a um, geralmente de maneira genérica, com atenção orientada a um projeto por vez. A visão holística, corporativa, ainda é novidade nas empresas desta indústria” introduziu Stefania. Segundo pesquisa de 2019, da Dodg Data & Analytics, quase metade dos Proprietários, Construtores e Subcontratados concordam com a relação positiva de BIM e riscos. Stefania mostrou também pesquisa de 2018, de Ganbat, que mostra que nem todos os riscos podem ser solucionados pelo BIM e terão também novos riscos advindos da sua implantação. Temos os riscos que o BIM pode solucionar: gerenciais, técnicos, contratuais, de parceiros e ambientais. Os riscos que o BIM não pode solucionar: políticos, sociais, legais e econômicos. E temos riscos causados pela implantação do BIM: diferentes softwares e padrões, segurança de dados, confiabilidade legal e outros.


Eduardo Toledo comentou “Importante esta percepção de que o BIM pode ter um efeito positivo sobre os riscos, não só mitigando-os. Porém normalmente não pensamos em utilizar o BIM para fazer a Gestão de Riscos, o que os profissionais da SoftwareONE | MTWO mostrarão na sequência”.


Ana Carolina fez uma apresentação sobre a etapa de identificação dos riscos e mostrou como a tecnologia auxilia nesta fase. Considerando que os riscos estão presentes em todo Ciclo de Vida de um empreendimento e também a unicidade dos projetos, o BIM se mostra muito útil na identificação dos riscos em cada etapa, podendo com o auxilio de ferramentas da SoftwareONE | MTWO, serem classificados e atrelados aos objetos de forma a facilitar a visualização no modelo.

Bruna Rangel mostrou como é feita a etapa de Análise e Cálculo dos Riscos: “Diante de diversos cenários possíveis, como as empresas tomam as decisões? Temos que ter cuidado para não sermos guiados pela intuição, por isso é importante nos apoiarmos em ferramentas que auxiliem o trabalho em ambientes de incertezas, para reforçar a confiança nesta tomada de decisão crítica”.


Kevin Quintian expôs as possibilidades tecnológicas da SoftwareONE | MTWO dentro da fase de estruturação do Plano de Resposta e do subsequente monitoramento dos riscos. Segundo Kevin o recurso visual atrelado a utilização de checklists no acompanhamento das ações definidas no Plano de Resposta, trazem maior assertividade na aplicação do Plano e monitoramento. Outra oportunidade é o uso dos dispositivos móveis para preenchimento do checklist, com a possibilidade de anexar imagens, vídeos e comentários. No monitoramento mostrou como é feito o acompanhamento de cenários, o controle de custos dos riscos ao longo do tempo, a análise comparativa com contigências e margem e a utilização de parâmetros como gatilhos para notificação das partes responsáveis.


​Eduardo Toledo mediou o debate, que transcorreu com interessantes questionamentos sobre o tema, podendo seus desdobramentos serem conferidos no Canal do YouTube do BIM Fórum Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=GpLvwKAE08U