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BIM e o gerenciamento de riscos na construção: uma parceria estratégica


Crédito: Adobe Stock


No cenário da indústria da construção, a presença de riscos de variadas naturezas é uma constante. Diante desse desafio, especialistas têm debatido sobre como o Building Information Modeling (BIM) pode se tornar um aliado na identificação, prevenção e mitigação desses riscos. O tema ganha fôlego em meio a uma crescente busca por inovações capazes de fortalecer a gestão de riscos no setor.

Stefania Corrêa, que possui experiência na gerência de Infraestrutura e Projetos de Capital na Alvarez & Marsal, afirma que, na atual conjuntura digital, é imperativo considerar o BIM como uma estratégia central para as empresas do setor, abrangendo desde parcerias até desafios técnicos e contratuais. Para ela, as empresas de construção reconhecem a correlação positiva entre a adoção do BIM e a capacidade de visualizar e antecipar projetos de maneira precisa, além de integrar disciplinas e conceber alternativas criativas em todo o ciclo de gestão de riscos.

Na seara contratual, Marlon Ushiro Ieiri, diretor do Infra2038, traz a reflexão sobre como o BIM está contribuindo para a prevenção de disputas. Ao falar sobre a natureza dos contratos de construção e suas complexidades, que frequentemente resultam em conflitos, aponta a transformação promovida pelo BIM, fomentando a colaboração e a transparência entre todas as partes envolvidas. “Ao agilizar análises de viabilidade, aumentar a precisão dos projetos e melhorar a identificação e correção de erros, o BIM apresenta um potencial significativo para minimizar ineficiências e, consequentemente, reduzir disputas”, afirma ele.

Trazendo uma perspectiva tecnológica, detalhando as etapas da gestão de riscos e como o BIM pode ser uma ferramenta essencial nesse processo, Kevin Quintian, engenheiro civil e consultor da SoftwareONE, salienta a importância da tecnologia como uma parceira estratégica na gestão de riscos, enfatizando a velocidade, rastreabilidade e segurança de informações que o BIM proporciona.

Sobre a experiência internacional em BIM, Júlio César Bueno, sócio da Pinheiro Neto Advogados, destaca a experiência dos Estados Unidos e do Reino Unido, onde medidas foram adotadas para fomentar o uso do BIM e a abordagem colaborativa na gestão de riscos. No Reino Unido, por exemplo, projetos financiados pelo governo requerem a adoção do BIM, desde 2016, reforçando o compromisso com essa metodologia.

O debate fez parte do BIM Fórum Conference, realizado em maio deste ano, pelo BIM Fórum Brasil. Moderado pelo conselheiro administrativo do BFB, Jeferson Spiering Böes, o painel evidenciou que o BIM não é apenas uma ferramenta, mas, sim, uma estratégia transformadora para o gerenciamento de riscos na construção. Através da colaboração aprimorada, informações mais precisas e transparência, a metodologia se posiciona como um catalisador para enfrentar os riscos inerentes ao setor. Sua adoção promete não apenas melhorar a eficiência, mas também fomentar um ambiente mais colaborativo e seguro para todos os envolvidos nos projetos de construção.


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