top of page

Guias de Contratação BIM cumprem o objetivo de homogeneizar o entendimento sobre BIM nos contratos

Atualizado: 11 de mar.

Créditos: BFB


O primeiro volume da coletânea Guias de Contratação BIM, publicação desenvolvida pelo BIM Fórum Brasil, com a correalização da ABDI e patrocínio do CAU/SC, já está disponível e seu lançamento oficial aconteceu durante o BIM Fórum Conference, em maio, dentro de um importante debate sobre a importância da adoção do BIM e sua inserção nos contratos. O painel contou com a participação de renomados profissionais do setor, que compartilharam suas experiências e visões sobre o tema.


O moderador do painel, Ricardo Gois, conselheiro administrativo e tesoureiro do BFB, deu início à discussão, ressaltando a aplicação do BIM nos contratos de engenharia como uma combinação que impulsiona o desenvolvimento do setor da construção, tanto na esfera pública, quanto na privada. Também destacou o papel do GT4, do BIM Fórum Brasil, responsável pelo conteúdo dos guias.

Na sequência, Sergio Leusin, representante da consultoria GDP, empresa que ficou à frente do desenvolvimento dos guias de contratação, compartilhou os avanços alcançados até o momento, em relação à aplicação do BIM no setor. O consultor também explicou que a coletânea é composta por três volumes, sendo o primeiro deles voltado para conceitos básicos e requisitos para contratação BIM, visando homogeneizar o entendimento sobre o assunto. Leusin destacou que o BIM ainda é mal compreendido devido à sua recente difusão, e a busca por uma compreensão comum é essencial para impulsionar seu uso.

Ainda sobre os guias, o consultor expôs que o segundo volume tratará das diretrizes para contratos BIM, apresentando modalidades e arranjos contratuais, uma vez que cada tipo de contrato implica um modelo de documentação diferente. Já o terceiro volume abordará diretrizes para licitações BIM, levando em consideração as peculiaridades desse tipo de contratação. Leusin enfatizou os desafios encontrados na elaboração dos guias, mencionando que os membros do Grupo de Trabalho fizeram um excelente trabalho para conseguir abranger toda a diversidade do setor da construção civil, desde a construção de uma loja até a de uma usina nuclear.

Neste sentido, a advogada Thaís Cuba dos Santos, participante do projeto do guia, destacou a importância da colaboração em diferentes áreas. Ela ressaltou que a participação dos profissionais do direito foi importante para traduzir esse espírito colaborativo em cláusulas contratuais, transformando e simplificando a essência dessa cooperação em termos jurídicos.

Também convidada para o painel, Patrícia Sarquis Herden, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CAU-SC), falou sobre a necessidade de qualificação profissional e de competência para o desenvolvimento do trabalho em BIM, mencionando a Resolução nº 1.010, do CONFEA, que regula a atribuição de títulos profissionais, competências e caracterização de atuação dos profissionais inseridos no Sistema CONFEA/CREA, para efeito de fiscalização do exercício profissional, destacando a capacidade técnica necessária para aplicar o BIM.

Para compartilhar a visão da iniciativa privada em relação ao uso do BIM, Kleber Moreira, gerente do Centro de Excelência e Inovação da Vale, apresentou projetos realizados pela multinacional, os quais demonstraram os resultados positivos alcançados com a implementação da metodologia, como o aumento de produtividade, a redução de custos e a melhoria no cumprimento dos prazos de entrega dos projetos.

No âmbito da administração pública, Rafael Fernandes, engenheiro do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina - IMA/SC, enfatizou a importância da adoção estruturada do BIM, especialmente diante da nova lei de licitações. “É preciso estabelecer uma relação adequada entre contratante e contratada, ao migrar do CAD para o BIM, para que não haja retrabalhos”, disse ele, que também é fundador e conselheiro consultivo do BFB. Fechando sua apresentação, ressaltou o desafio na seleção de empresas e profissionais qualificados para trabalhar com BIM nas obras públicas, destacando que os guias em desenvolvimento são fundamentais para melhor conhecimento de como dinamizar esse processo de forma assertiva.

Marcus Granadeiro, sócio-diretor da Construtivo, abordou a importância de se definir claramente as funções das partes envolvidas, tanto contratantes quanto contratadas, e ressaltou a necessidade de diálogo antecipado para melhorar a fluidez das responsabilidades contratuais. “Outro ponto que requer atenção é a necessidade de se ter um ambiente comum de dados (CDE), desde o início do projeto, pois a gestão da informação é fundamental para o sucesso do empreendimento. Utilizando uma plataforma CDE adequada para cada projeto, é possível identificar a estrutura de documentos e pastas ideais”, disse ele.

A última apresentação do painel foi de Leonardo Santana, especialista em projetos na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial da ABDI, que trouxe a experiência da instituição na implementação de melhorias no setor e na produção de documentação. “A iniciativa de criação dos guias de contratação BIM é bem recebida pela indústria e proporciona o alinhamento necessário para a criação de editais. O BIM já é uma realidade e é preciso que cada empresa se estruture internamente para aproveitar os benefícios dessa tecnologia”, concluiu.

O painel foi encerrado por Ricardo Gois, que ressaltou a necessidade de uma interação mais forte entre contratantes, contratadas e demais partes interessadas. Ele destacou a importância do trabalho colaborativo, mantendo os requisitos de cada parte dentro de uma plataforma rastreável, o que traz impactos positivos em qualidade, cronograma e custo para todo o setor.

O painel proporcionou uma visão abrangente sobre a importância da aplicação do BIM nos contratos, tanto no setor público quanto no privado. Os participantes ressaltaram a necessidade de homogeneizar os conceitos do BIM, elaborar guias de contratação que sejam vivos e flexíveis, e promover a qualificação profissional para lidar com os desafios que surgem com o uso dessa tecnologia. Ficou evidente que o BIM já é uma realidade e que sua adoção traz benefícios significativos para o setor da construção civil.


Coletânea Guias de Contratação BIM


Intitulado “Conceitos básicos e requisitos para contratação BIM”, o primeiro volume da coletânea apresenta as diferenças entre os processos de projeto que usam BIM e os que têm por base o CAD e os impactos destes pontos sobre os processos de contratação, desde a seleção, licitação, acompanhamento da execução até as entregas e aceitação dos serviços.


Descreve os requisitos necessários e as responsabilidades dos participantes nestes processos conforme a norma ABNT ISO 19.650 e demais normas ABNT e ISO aplicáveis, bem como a legislação e regulamentos nacionais pertinente.

Dividido em quatro capítulos, aborda os diferenciais da contratação BIM, o processo BIM, o Ambiente Comum de Dados (CDE) e a documentação para o processo de gestão da informação. Em cada parte, gráficos, Ilustrações e referências técnicas reúnem o passo a passo dos processos de contratação, trazendo requisitos de informação e protocolos, mostrando modelos e elencando métodos e procedimentos práticos, como a gestão da informação em um CDE e a organização do trabalho colaborativo suportado pelo Plano de Execução do Projeto (BEP). O objetivo é ajudar tanto os setores de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) na formulação dos requisitos BIM em seus contratos, sejam eles privados ou com o poder público, quanto auxiliar os agentes públicos na licitação e contratação em BIM com o setor produtivo.

Resultado de consultoria e do empenho de empresas e entidades, associadas e parceiras do BIM Fórum Brasil, o Guia é mais uma fonte de referência para a garantia da consolidação da Modelagem da Informação da Construção no Brasil.


Acesse a íntegra do painel "Os Guias de Contratação BIM do BIM Fórum Brasil", no YouTube do BFB. Clique aqui.


Acesse o primeiro volume, disponível no site do BFB. Clique aqui.

Comments


bottom of page