Processo de Projetos BIM na Recuperação do Museu Nacional


Créditos: Acervo BIM Fórum Brasil


O BIM Fórum Brasil (BFB) promoveu importante webinar, no dia 26 de outubro, sobre como o BIM está sendo aplicado no projeto de recuperação do Museu Nacional, uma obra do patrimônio histórico desenvolvida através de um processo colaborativo, desde os levantamentos e mapeamento de danos até o projeto executivo.


A associada do BFB, GDP - Gerenciamento e Desenvolvimento de Projetos, que trabalhou na coordenação BIM dos projetos do Museu Nacional, liderada por Sergio Leusin e Luciano Capistrano, sócios da GDP, trouxe importantes especialistas envolvidos no processo de recuperação: Ana Lúcia Gonçalves, Consultora UNESCO - Gestão Coordenada e Integrada do Projeto Museu Nacional Vive; Julia Moreira, BIM Manager da H+F Arquitetos; Marcelo Holsback, BIM Manager da Engeti Engenharia; Juliana Cruz, BIM Manager da SPALLA; Mylenna Linares, Arquiteta da EMBYÁ Paisagismo e Bruno Alves Dutra, Eng. Mecânico da INTEGRAR Engenharia.


Ana Lúcia Gonçalves introduziu o Projeto Museu Nacional Vive, os envolvidos, estrutura de governança, escopo do projeto e as realizações: pré-consolidação dos bens integrados, restauração da fachada principal, ações de conservação do Jardim Terraço e exposições inauguradas. Passou então para a explanação do porque do desenvolvimento dos projetos no sistema HBIM, deixando evidente a importância dos detalhes para a recuperação do patrimônio histórico. A tecnologia foi grande aliada, utilizou-se o Escaneamento Digital, que possibilitou a modelagem em 3D de todo o prédio e a criação de uma base digital integrada, que foi a referência para o desenvolvimento dos projetos de arquitetura, museografia, climatização, entre outros serviços essenciais à reconstrução do nosso Museu. O processo de projeto integrado e compatibilizado também foi muito importante para vencerem os obstáculos. Mas também houveram desafios na adoção do BIM: representar a fidelidade do estado de conservação do patrimônio arruinado após o incêndio, com a representação da deterioração dos elementos, vigas retorcidas, perdas parciais, etc. Curva de aprendizagem dos escritórios que atuam na área, que culturalmente não possuem aprofundamento na metodologia.


Sergio Leusin então apresentou o desafio de um processo colaborativo com uma equipe sem experiência conjunta anterior. Expôs desde as responsabilidades da coordenação de estabelecer as bases de referência para o processo BIM, compartilhando também como foi feita a gestão da informação, os fluxos de rotina das disciplinas, o mapeamento de dados, a colaboração e o monitoramento.


Na sequência foram abordados os principais pontos do desenvolvimento e compatibilização dos projetos das várias disciplinas: Julia Moreira apresentou o projeto de restauro em BIM, a escala e especificidade da intervenção; Marcelo Holsback falou sobre os principais desafios no projeto de revisão das estruturas, com o cálculo dos reforços; Juliana Cruz explicitou a modelagem das instalações hidráulicas e elétricas; Mylenna Linares apresentou a utilização do BIM no paisagismo e Bruno Alves falou sobre o projeto de climatização e conservação preventiva do acervo.


Eduardo Toledo, Fundador e Conselheiro Consultivo do BIM Fórum Brasil, antes de abrir o debate, parabenizou a equipe pelo trabalho realizado e salientou que tivemos a reforma do Museu do Ipiranga em SP, em que foi utilizado o BIM em alguns processos, em menor escala do exposto aqui e completou dizendo ser muito satisfatório ver o BIM contribuindo para o trabalho de restauração do patrimônio histórico do país.


O debate aconteceu na sequência com interessantes questionamentos aos participantes, podendo seus desdobramentos serem conferidos no Canal do YouTube do BIM Fórum Brasil: https://youtu.be/FrOd166LsHY.