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Tecnologia BIM vai revolucionar a construção civil em três anos, diz especialista

Atualizado: 31 de mar. de 2023

Créditos: BFB


Em entrevista para o Portal Massa Cinzenta, por Cimento Itambé, Rodrigo Koerich, Presidente do BIM Fórum Brasil e Diretor de Portfólio na empresa AltoQi Tecnologia, falou sobre o cenário atual e fez projeções para o setor. Reproduzimos a seguir parte da publicação que pode ser conferida na íntegra clicando aqui.


Um dos desafios da tecnologia BIM (Modelagem da Informação da Construção) é conseguir conectar todos os agentes da cadeia de produção em um único sistema integrado, e isso deve acontecer de forma efetiva em três anos, causando uma disrupção na construção civil.


É o que estima Rodrigo Koerich, que diz já haver exemplos muito claros dessa mudança. “Vão surgir inúmeros outros modelos de negócio, com ganhos e reduções de custo e processo, que vão mudar drasticamente a cadeia. O que vai acontecer nesses próximos poucos anos é realmente uma transformação muito grande.”


A tecnologia BIM é muito usada em projetos no Brasil?


Rodrigo Koerich: Ainda é pouco em relação ao que deveria ser, mas está crescendo. Mais e mais projetistas, mais e mais construtoras estão contratando projetos em BIM. Depois que um projeto é contratado, entregue e começa a construção, aí o BIM deixa de ser usado por quase todas as construtoras. Ele deveria prosseguir sendo atualizado e mantido durante a fase de construção, mas não é isso que está acontecendo no mercado, infelizmente. O uso do BIM, hoje, ainda é bem restrito à fase do projeto. E isso é um problema que a gente tem que resolver.


Por que ainda é restrita à fase do projeto?


Rodrigo Koerich: Por enquanto, as tecnologias que estão disponíveis para projeto conseguem ser integradas. Quando a gente vai para a fase de execução, existem tecnologias, mas elas estão desconectadas – muitas startups fazem pedacinhos do processo de gerenciamento da construção, mas não o fazem de maneira completa e não de maneira integrada. Por isso, os empreendedores também não estão conseguindo transformar em realidade os benefícios que o BIM pode oferecer.


Em sua avaliação, quando seria possível essa integração?


Rodrigo Koerich: Se as coisas forem feitas a seu próprio tempo, sem que haja interferência, vai demorar, porque o mercado teria que, passo a passo, ir descobrindo as coisas. Eu venho defendendo que é preciso ter um trabalho intencional, planejado e estrategicamente concebido e executado para que isso seja acelerado. O que tem que ser feito? Existe um trabalho que a gente vem fazendo, no BIM Fórum Brasil, que é sensibilizar os entes do governo, acelerar a adoção da estratégia BIM BR e criar políticas e ações complementares para que ela seja adotada – especialmente que o governo realmente contrate em larga escala projetos em BIM.


Mas também é preciso fazer uma iniciativa e um trabalho dentro do setor produtivo, dentro da iniciativa privada, que envolve toda a cadeia da construção, desde as incorporadoras, as construtoras, os fabricantes. O investidor já percebeu o benefício do BIM e precisa estar sensibilizado de que realmente isso é possível e traz benefícios para ele. A gente também está começando a estruturar uma ação trazendo para a mesa o representante da cadeia produtiva, tentando começar a desenhar e a construir estratégias para que a cadeia da construção primeiro se sensibilize, e depois se prepare para fazer essa mudança de chave.


É muito caro o investimento na tecnologia BIM? Os custos devem diminuir?


Em quanto tempo você prevê essa grande mudança?


Confira as demais respostas acessando aqui.

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